domingo, 10 de agosto de 2008

E Eles Continuam Se Matando...

Na última sexta-feira (8/8/8), a Geórgia invadiu a Ossétia do Sul, e os Russos reagiram. Fala-se em mais de 2000 mortos no conflito que segue, dividindo espaço nos noticiários do mundo com as Olimpíadas de Pequim (ou Beijing).
O governo Chinês eficientemente mostra uma imagem de país forte e organizado, onde impera a perfeição e ordem com um controle e sincronismo exemplar. Não fosse a História uma vizinha fofoqueira, tudo pareceria estar "as mil maravílhas".
No Brasil, a Lei Seca ainda gera controvérsias. Quem não dispensa uma boa cerjeva no fim do expediente, bem, não quer dispensar. Por outro lado, com 24% de acidentes a menos no transito desde que a lei entrou em vigor, fica difícil não simpatizar com a idéia.

Enfim - não importa quando, onde, ou por qual motivo; sempre haverá alguém querendo provar pela força ou pelo grito que é melhor, mais forte e mais merecedor do que o outro. Sempre foi assim e sempre será.
As opções são: tomar parte, ou tornar-se alheio.
Tomar parte seria entrar de cabeça; ser mais um a reforçar a batalha.
Ser alheio é bem típico; ignorar e seguir em frente.

De alguma forma eu não me encaixo em nenhuma das opções... Sou muito pacificador! E infelizmente, tenho opinião (sim, de certa forma ter opinião é complicado...)
Por isso surgiu o "Tópico inútil para relaxar enquanto se matam..." em uma comunidade do Orkut. Explicando melhor, no meio de uma discussão banal e fútil, após falhar em minhas tentativas de traquilização, percebi que às vezes é melhor deixar que se matem a perder a paciência e acabar morrendo junto.
Isso não quer dizer que me tornei alheio, mesmo porque o tópico ganhou força e abafou o problema, que desapareceu depois de algumas horas, enquanto o tópico permanece ativo após dias do ocorrido.

Essa técnica se chama estratégia e é usada no combate a crianças mimadas e pessoas imaturas. Funciona bem: basta deixar de lado e se preocupar com coisas mais importantes e enriquecedoras que tudo acaba se resolvendo.

Sabe aqueles pedidos de fim de ano? Paz mundial, saúde para todos, felicidade indiscriminada... Não perco meu tempo. Todo ano peço apenas as mesmas coisas: "Opinião, empatia e discernimento para todos". O resto, se conquista.

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